segunda-feira, 17 de junho de 2013

As Vanguardas Européias

As Vanguardas Européias

O Futurismo nasceu dos princípios expostos no Manifesto Futurista de Filippo Tommaso Marinetti, sendo um movimento que procurava imprimir na poesia uma velocidade que já era percebida no progresso, eliminando tudo que “ornava” a palavra, rompendo com sintaxe em relação à supressão da pontuação e o encadeamento das palavras sem o uso de conectivos. Enquanto o Expressionismo é arte criada sob o impacto da expressão, mas da expressão da vida interior, das imagens que vem do fundo do ser e manifesta de forma patética. Sendo que não preocupação com a objetividade da expressão, mas sim com a exteriorização da reflexão e da subjetividade dos artistas, pois não se pretende apenas absorver e reproduzir o mundo, como também recriá-lo.
O Cubismo é a vanguarda que se caracteriza por representar a realidade através de figuras geométricas, sendo que os cubistas representam objetos da realidade cotidiana como se fossem vistos a partir de diferentes ângulos ao mesmo tempo, produzindo assim várias interpretações. Já o Dadaísmo procurava romper com os padrões estéticos, com aquilo que era considerado belo, enfatizando um desejo de independência. Estudar as Vanguardas Européias foi muito importante, pois o Cubismo, Surrealismo, Expressionismo, Dadaísmo, e Futurismo contribuíram para uma inovação na arte literária brasileira, principalmente no período pré-modernista.






domingo, 2 de junho de 2013

Macunaíma de Mário de Andrade

Macunaíma de Mário de Andrade
Ao comparar o filme Macunaíma com o livro percebemos muitas diferenças, uma vez que o filme não é totalmente fiel ao livro, por exemplo, a cena da morte da mãe de Macunaíma é bem diferente no livro, ou seja, no filme não é tão visível às características do folclore brasileiro, das lendas indígenas.
 Macunaíma é um herói criado a partir de contos populares e está ligado a personagens do folclore brasileiro, sendo que está presente na obra elementos da mitologia indígena, o folclore nacional, a nossa língua falada, os costumes brasileiros. Macunaíma é uma rapsódia, uma vez que se caracteriza pelo acolhimento e assimilação de elementos variados de nossa cultura. Por esse caráter multifacetado, Macunaíma é representação de nossa identidade, o multiculturalismo brasileiro, pois valoriza as raízes brasileiras e a linguagem dos brasileiros, buscando aproximar a língua escrita ao modo de falar paulistano.
Macunaíma é um anti-herói, porque ele não age de acordo com a ética, ele foge a certos padrões de comportamentos considerados corretos, faz coisas absurdas, judia e ama ao mesmo tempo as mulheres, come sem trabalhar, “xinga”, entra em briga, prega peça em todo mundo, mas ele tem alguns dons mágicos e uma sorte fora do normal, é preguiçoso, mas consegue tudo o que quer.  Macunaíma “o herói sem caráter” e é também "o herói de nossa gente" por retratar, a partir dos traços múltiplos e contrastantes que o caracterizam, a coletividade brasileira, formada pela miscigenação racial e cultural, enfatizando os defeitos do povo brasileiro.
“Macunaíma” de Mário de Andrade nasceu em plena primeira fase do Modernismo, movimento de vanguarda que desejava recriar a arte brasileira, criando uma identidade de expressão genuinamente nacional. Sendo que no livro Macunaíma, encontramos a ausência de vírgulas, numa série enumerativa, normalmente se referindo às riquezas brasileiras. A ruptura da sintaxe e da pontuação que é uma característica do modernismo, recurso do futurismo.
REFERÊNCIAS

terça-feira, 30 de abril de 2013

O SIMBOLISMO NO BRASIL


O Simbolismo chegou ao Brasil em 1893, com a publicação das obras Missal (prosa) e Broquéis (poesia), ambos de autoria de Cruz e Sousa, e se estende até 1922, quando se realizou a Semana da Arte Moderna.
O Brasil foi um dos poucos lugares em que o Simbolismo não triunfou, permanecendo sempre abafado, marginalizado pelo reinante estilo parnasiano. No entanto, a poesia simbolista produziu no Brasil uma quantidade e uma variedade muito grande de poetas, salvos do esquecimento pela gigantesca obra Panorama do Movimento Simbolista Brasileiro (1952), de Andrade Muricy. O escritor e intelectual Medeiros e Albuquerque (1867-1934) é reconhecido como o introdutor no Brasil das obras dos simbolistas franceses. Em 1887 manda buscar na França, por um "amigo mallarmista", obras de Verlaine e Mallarmé, entre outros. Logo, diversos poetas por todo o Brasil estariam, ainda que sem o prestígio da poesia parnasiana, dedicando-se a seguir a nova poesia antirrealista.
Referências:

domingo, 7 de abril de 2013

O SIMBOLIMO



O texto de Anna Balakian é de extrema importância para compreendermos o movimento simbolista, sendo que ela salienta que o termo “simbolismo” tornou-se um rótulo para designar o pós-romantismo, e que todos os escritores vão construir através da matéria-prima: a palavra. É importante destacar que esses escritores viam a palavra como uma espécie de deusa (religião), a qual eles deviam obediência. O Simbolismo priorizava a sinestesia, fazendo analogias de sentido. Nesse movimento há uma sobreposição de vários sentidos misteriosos e escondidos atrás das aparências. Baudelaire é uma das fontes do Simbolismo, dentro das suas principais características destaca-se sua diversidade, sua real ausência de traço saliente, a reversibilidade e multiplicidade de caráter.
A relação que se estabelece entre o Simbolismo e a música, é que música clássica é imprecisa, sua melodia significa para cada um algo diferente, e a poesia simbolista é vaga, imprecisa e as próprias palavras que vão produzir sua melodia, a musicalidade emerge do próprio texto, e sua melodia também pode ser entendida por cada um de modo diferente.
É importante destacarmos que o “espírito decadente” no Simbolismo caracteriza o estado interior do poeta, e esse estado se exterioriza em sua poesia através da ruína do mundo, demonstrando o descompasso entre o poeta e a realidade que o cerca.
Todas essas características abordadas por Balakian vêm enriquecer nossos conhecimentos e promover uma interação com esse mundo fantástico da literatura.

Filme: Abril Despedaçado



O filme: Abril Despedaçado é muito bom, pois nele é possível verificar várias características do Movimento Simbolista, e instiga profundas reflexões, por exemplo, as discussões sociais levantadas, como a situação de violência em que se encontram os personagens, vivendo sobre a imposição da tradição, deixando de curtir os prazeres da vida.
Os personagens vivem no meio do sertão, suas casas são sujas e barrentas, suas roupas encardidas. Eles não sentem alegria, eles não sorriem, vivem na mesmice de ações e comportamentos repetitivos, repetem gestos, palavras, ações, e nada avança, pelo contrário, o que ocorre é a regressão, ou seja, a vida estancou, parou, como o “Menino Pacu” disse no filme: “A gente parece boi, roda, roda, roda e não sai do canto”.
As personagens agem de acordo com a tradição, sua ações são voltadas para a perpetuação, a prisão, a possibilidade negada de desvio, há vários momentos no filme que podemos observar comportamentos explicados pela tradição, como nas seguintes passagem: a tarja preta no braço do Tonho significa que ele está marcado para morrer; quando sangue exposto na camisa ficar vermelho de novo é tempo de matar; o pai impositivo que obriga o filho a matar outro em nome da honra da família; e etc.
È perceptível também o rompimento com essa tradição, por exemplo: quando no final do filme, o Tonho escolhe o caminho oposto ao que ele sempre fazia, ele está apontando para a mudança, rompendo com a mesmice de cada dia.

sábado, 6 de abril de 2013

Autores Simbolistas



Cruz e Souza
Como foi discutido na sala de aula o Simbolismo chegou ao Brasil em 1893, com a publicação das obras Missal (prosa) e Broquéis (poesia), ambos de autoria de Cruz e Sousa, e se estende até 1922, quando se realizou a Semana da Arte Moderna.
João da Cruz e Sousa é considerado o maior autor simbolista, foi apelidado de Dante Negro e Cisne Negro, pois era filho dos negros alforriados Guilherme da Cruz, mestre-pedreiro, e Carolina Eva da Conceição, sendo que mesmo sendo a metade da população brasileira não-branca, poucos foram os escritores negros, mulatos ou indígenas. O poeta Cruz e Sousa não conseguiu escapar das acusações de indiferença pela causa abolicionista. A acusação, porém, não procede, pois, apesar de a poesia social não fazer parte do projeto poético do Simbolismo nem de seu projeto particular, o autor, em alguns poemas, retratou metaforicamente a condição do escravo.

Principais características:
- No plano temático: a morte, a transcendência espiritual, a integração cósmica, o mistério, o sagrado, o conflito entre matéria e espírito, a angústia e a sublimação sexual, a escravidão e uma verdadeira obsessão por brilhos e pela cor branca;
- No plano formal: as sinestesias, as imagens surpreendentes, a sonoridade das palavras, a predominância de substantivos e o emprego de maiúsculas, utilizadas com a finalidade de dar um valor absoluto a certos termos
Seus poemas são marcados pela musicalidade (uso constante de aliterações), pelo individualismo, pelo sensualismo, às vezes pelo desespero, às vezes pelo apaziguamento, além de uma obsessão pela cor branca.[1] É certo que encontram-se inúmeras referências à cor branca, assim como à transparência, à translucidez, à nebulosidade e aos brilhos, e a muitas outras cores, todas sempre presentes em seus versos. Percebe-se em suas obras influências do simbolismo europeu, como satanismo de Baudelaire ao espiritualismo.
Além de Cruz e Sousa, destacam-se no Simbolismo Alphonsus de Guimaraens e Pedro Kilkerry.
 Alphonsus Guimaraens

Alphonsus Guimaraens, pseudônimo de Afonso Henrique da Costa Guimarães (Ouro Preto, 24 de julho de 1870Mariana, 15 de julho de 1921) foi um escritor brasileiro. Sua poesia é marcadamente mística e envolvida com religiosidade católica. Seus sonetos apresentam uma estrutura clássica, e são profundamente religiosos e sensíveis na medida em que explora o sentido da morte, do amor impossível, da solidão e da inadequação ao mundo.
Contudo, o tom místico imprime em sua obra um sentimento de aceitação e resignação diante da própria vida, dos sofrimentos e dores. Outra característica marcante de sua obra é a utilização da espiritualidade em relação à figura feminina, que é considerada um anjo, ou um ser celestial. Alphonsus de Guimaraens é simultaneamente neo-romântico e simbolista.
Sua obra, predominantemente poética, consagrou-o como um dos principais autores simbolistas do Brasil. Em referência à cidade em que passou parte de sua vida, é também chamado de "o solitário de Mariana", a sua "torre de marfim do Simbolismo".
Sua poesia é quase toda voltada para o tema da Morte da Mulher amada. Embora preferisse o verso decassílabo, chegou a explorar outras métricas, particularmente a redondilha maior (terminado em sete sílabas métricas).
Principais obras:
- Setenário das dores de Nossa Senhora (1899)
- Dona Mística (1899)
- Kyriale (1902)
- Pastoral aos crentes do amor e da morte (1923), entre outros.

Pedro Kilkerry

 Pedro Kilkerry foi um poeta simbolista brasileiro, descendente de inglêses por parte do pai, o engenheiro John Kilkerry, superintendente da Bahia Gás Company Limited, e da mestiça alforriada baiana Salustiana do Sacramento Lima.Portador de tuberculose pulmonar, faleceu durante uma traqueotomia, sem ter publicado nenhum livro, apesar de ter contribuído para alguns periódicos como Nova Cruzada e Os Anais. Seus poemas foram recolhidos em 1970 por Augusto de Campos, que o considera um dos precursores de nossa modernidade. Também é chamado de “o Gregório de Matos” daquele período da vida baiana.
As principais características da poesia de Kilkery são: uma sintaxe bastante elaborada, fantasias humorísticas, musicalidade, ou seja, ele representou outro lado do simbolismo, aquele mais radical, suas poesias eram difíceis e dependiam de concentração para serem entendidas. As obras de Kilkery foram colocadas como críticas da vanguarda.

Referências


sábado, 23 de março de 2013

Baudelaire e Allan Poe



Ler e analisar o conto: O Gato Preto de Allan Poe foi de extrema importância para entendermos o Simbolismo, sendo que nesse conto podemos perceber algumas características do Movimento Simbolista, como por exemplo: a imagem de um homem que não se mostra por completo, um homem dual, misterioso, “não sabe o quer”, sendo que o conto demonstra, reflete uma atmosfera sombria, misteriosa e triste. O Poema: O Bolo de Baudelaire é muito interessante, leva-nos a imaginar a cena os dois “meninos” brigando pelo pedaço de pão, pois é descrito detalhadamente. Nesse poema podemos perceber um contraste entre a paz e a guerra, uma vez que no inicio do poema temos a descrição de um lugar calmo, tranqüilo que se transforma em um campo de batalha por causa de um pedaço de pão. É importante destacar que ao expor sobre a batalha dos dois meninos por causa do pão, Baudelaire está expondo uma experiência humana, algo considerado incomum, por exemplo, no poema “Carniça” ele traz o feio, as experiências “feias” como algo belo.