domingo, 7 de abril de 2013

Filme: Abril Despedaçado



O filme: Abril Despedaçado é muito bom, pois nele é possível verificar várias características do Movimento Simbolista, e instiga profundas reflexões, por exemplo, as discussões sociais levantadas, como a situação de violência em que se encontram os personagens, vivendo sobre a imposição da tradição, deixando de curtir os prazeres da vida.
Os personagens vivem no meio do sertão, suas casas são sujas e barrentas, suas roupas encardidas. Eles não sentem alegria, eles não sorriem, vivem na mesmice de ações e comportamentos repetitivos, repetem gestos, palavras, ações, e nada avança, pelo contrário, o que ocorre é a regressão, ou seja, a vida estancou, parou, como o “Menino Pacu” disse no filme: “A gente parece boi, roda, roda, roda e não sai do canto”.
As personagens agem de acordo com a tradição, sua ações são voltadas para a perpetuação, a prisão, a possibilidade negada de desvio, há vários momentos no filme que podemos observar comportamentos explicados pela tradição, como nas seguintes passagem: a tarja preta no braço do Tonho significa que ele está marcado para morrer; quando sangue exposto na camisa ficar vermelho de novo é tempo de matar; o pai impositivo que obriga o filho a matar outro em nome da honra da família; e etc.
È perceptível também o rompimento com essa tradição, por exemplo: quando no final do filme, o Tonho escolhe o caminho oposto ao que ele sempre fazia, ele está apontando para a mudança, rompendo com a mesmice de cada dia.

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